Consciência

Consciência - Livro Além da Matéria
Joseph Gleber (espírito) e Robson Pinheiro

O homem é um ser multidimensional e muito representativo na escala da evolução da consciência. Entretanto, o homem não é o ser. Ele é a manifestação do ser na esfera ou dimensão física.

O substrato do princípio espiritual, o princípio de consciência primordial a que chamamos de espírito é o fundamento de toda a manifestação inteligente e consciente na criação. O espírito é mais que energia e, ainda que fosse energia, esta não existe sem um fundamental irredutível, um substrato.

O espírito precisa de veículos de manifestação ou corpos, para se relacionar no mundo entre as diversas dimensões em que atua. A “consciência ou o Si” não se confunde com seus veículos de manifestação.


O ser humano poderá ser classificado em sua essência segundo três aspectos conscienciais específicos, embora o espírito em si manifeste-se em número maior de dimensões ou corpos. Segundo a interpretação psicológica clássica, freudiana, o sub-ego constitui a parte mais íntima, obscura e primitiva do ser.

Também conhecido como “id” ele é autônomo, hipoconsciente e mantém uma ligação perceptível e direta com o duplo etérico. O “ego” representa a parte sociável e emocional, mantendo uma relação mais íntima com a consciência, cuja sede está no corpo mental. É a sede da personalidade.

O “superego” relaciona-se diretamente com a consciência pura, o corpo mental superior, e está associado com todas as manifestações que fazem o ser se distinguir do animal. Mantém o sentido ético do ser pensante.

O último foco do ser, no entanto, a fonte mesma da consciência, é não material, não cerebral, independente, e jamais poderá ser comparada às emoções, aos instintos, à mente ou à própria vida do ser humano encarnado. O Ser puro não nasce, não morre e não se destrói jamais. Depois de criado ou individualizado pela mente sábia do Todo Poderoso, ele é dotado de poder de auto-animação e auto-existência.

Entretanto, para se relacionar com a vida e o universo em suas várias dimensões, o Ser precisa se revestir de corpos compatíveis com essas dimensões ou planos existenciais, mesmo porque ele precisa vivenciar fases de aprendizado e trabalho nessas mesmas dimensões em que a vida se manifesta.

Dessa forma, o ser humano, em sua constituição corpo físico, duplo etérico, psicossoma e corpo mental, além dos outros corpos superiores, não é a consciência em si, que está além da forma e da energia e além de suas próprias faculdades intelectivas, emocionais e sentimentais.

A forma pela qual a consciência foi elaborada nos é desconhecida, uma vez que os seres criados já se distanciaram evolutivamente do estado primitivo em que foram formados, não guardando a memória exata de sua criação. Sabemos, entretanto, que a consciência ou espírito puro está além de todos os seus corpos transitórios de manifestação.

No estágio evolutivo em que o ser humano se encontra atualmente, não é possível conceber o ser consciente puro, a não ser envolvido em seu corpo mental, o que de certa forma torna possível visualizá-lo e concebê-lo dentro dos limites em que a ciência atual se encontra.

Os demais corpos, chamados superiores, poderão até ser concebidos, porém dificilmente entendidos de forma tão completa e intensa quanto o corpo mental. Essa, a razão pela qual falaremos mais propriamente dos corpos mentais inferior e superior, através do qual o ser ou ego se manifesta, além dos já conhecidos psicossoma e duplo etérico.

Freudiana: Nascido no ano de 1856 em Freiberg, na Moravia, Sigmund Freud é considerado o pai da psicanálise. Estudou medicina na Universidade de Viena e desde cedo se especializou em neurologia. Seus estudo foram os pioneiros acerca do inconsciente humano e suas motivações.

Sub-ego: Ao fazer uma comparação com certos postulados da psicanálise de Freud (sub-ego, id, etc), o autor espiritual não defende necessariamente os conceitos do eminente psicanalista, mas utiliza um método comparativo para tornar seu pensamento mais compreensível.