Evolução e finalidade da Alma – parte 3

Cada alma humana é uma projeção do grande Foco Eterno e é isso o que consagra e assegura a fraternidade dos homens. Temos em nós os instintos animais, mais ou menos comprimidos pelo trabalho longo e pelas provas das existências passadas, e temos também a crisálida do anjo, do ser radioso e puro, que podemos vir a ser pela impulsão moral, pelas aspirações do coração e pelo sacrifício constante do “eu”.

Tocamos com os pés as profundezas sombrias do abismo e com a fronte as alturas fulgurantes do céu, o império glorioso dos Espíritos. Quando aplicamos o ouvido ao que se passa no fundo do nosso ser, ouvimos como o ruído de águas ocultas e tumultuosas, o fluxo e refluxo do mar agitado da personalidade que os vendavais da cólera, do egoísmo e do orgulho encapelam.


São as vozes da matéria, os chamamentos das baixas regiões, que nos atraem e influenciam ainda as nossas ações; mas podemos dominar essas influências com a vontade, podemos impor silêncio a essas vozes.

Evolução e finalidade da Alma – parte 2

O homem quis e a matéria submeteu-se. Ao seu gesto, os elementos inimigos, a água e o fogo, uniram-se rugindo e para ele têm trabalhado. É a lei do esforço, lei suprema, pela qual o ser, se afirma, triunfa e desenvolve-se; é a magnífica epopéia da História, a luta exterior que enche o mundo. A luta interior não é menos comovente.

De cada vez que renasce, terá o Espírito de ajeitar, de apropriar o novo invólucro material que lhe vai servir de morada e fazer dele um instrumento capaz de traduzir, de exprimir as concepções do seu gênio. Demasiadas vezes, porém, o instrumento resiste e o pensamento, desanimado, retrai-se, impotente para adelgaçar, para levantar o pesado fardo que o sufoca e aniquila.


Entretanto, pelo esforço acumulado, pela persistência dos pensamentos e dos desejos, apesar das decepções, das derrotas, através das existências renovadas, a alma consegue desenvolver as suas altas faculdades.

Doenças Espirituais

Todas as vezes que nosso corpo apresentar alguma doença, é sinal de que alguma coisa não está bem. A doença não é uma causa, é uma conseqüência proveniente das energias negativas que circulam por nossos organismos espiritual e material.

O controle das energias é feito através dos pensamentos e dos sentimentos. Possuímos energias que nos causam doenças porque somos indisciplinados mentalmente e emocionalmente.



No livro “Nos Domínios da Mediunidade”, André Luiz explica que assim como o corpo físico pode ingerir alimentos venenosos que lhe intoxicam os tecidos, também o organismo perispiritual absorve elementos que lhe degradam, com reflexos sobre as células materiais.

Evolução e finalidade da Alma – parte 1

A alma, dissemos, vem de Deus; é, em nós, o princípio da inteligência e da vida. Essência misteriosa, escapa à análise, como tudo quanto dimana do Absoluto. Criada por amor, criada para amar, tão mesquinha que pode ser encerrada numa forma acanhada e frágil, tão grande que, com um impulso do seu pensamento, abrange o infinito, a alma é uma partícula da essência divina projetada no mundo material.


Desde a hora em que caiu na matéria, qual foi o caminho que seguiu para remontar até ao ponto atual da sua carreira? Precisou passar vias escuras, revestir formas, animar organismos que deixava ao sair de cada existência, como se faz com um vestuário inútil.


Todos esses corpos de carne pereceram, o sopro dos destinos dispersou-se lhe as cinzas, mas a alma persiste e permanece na sua perpetuidade, prossegue sua marcha ascendente, percorre as inumeráveis estações da sua viagem e dirige-se para um fim grande e apetecível, um fim que é a perfeição.

O homem Jesus

Dezembro é um mês muito especial. Como são todos os meses de dezembro. As casas, as ruas, as avenidas se enchem de luzes. Cantos, cantigas, dramatizações do nascimento de uma criança singular se reprisam em escolas, templos e associações.

Em nome de um menino, os corações se sensibilizam e cada qual procura tornar muito bom o dia do Natal. Eclodem emoções. E ante tanta sensibilidade que desfila ao longo desses dias, é de nos indagarmos: Quem é essa criança cujo nascimento é evocado, mesmo após decorridos mais de vinte séculos da sua morte?



Porque afinal, costumamos comemorar o aniversário na terra dos que estão conosco. Depois que realizam a grande viagem, rumo ao invisível, nós lembramos outras datas. Mas ninguém pensa em realizar festa de aniversário para aquele que já se foi.

E outro detalhe muito significativo. No dia em que se comemora o aniversário dessa criança, quem recebe os presentes são os que promovem a festa, numa alegre troca de embrulhos, lembranças e mimos.

A Doutrina de Sócrates e Platão

I. O homem é uma alma encarnada. Antes da sua encarnação ela existia unida aos tipos primordiais, às idéias da verdade, do bem e do belo; encarnando, separou-se deles, e, lembrando-se do seu passado ela fica mais ou menos atormentada pelo desejo de a ele voltar.

Não se pode explicar mais claramente a diferença e a independência entre o princípio inteligente, ou seja, a alma, e o princípio material, isto é, o corpo.


Além disso, é a doutrina da preexistência da alma, da vaga intuição que ela conserva de um outro mundo ao qual ela aspira, da sua sobrevivência ao corpo, da sua saída do mundo espiritual para encarnar e da sua volta a esse mesmo mundo após a morte, é, enfim, o gérmen da doutrina dos anjos decaídos.

O Chamado

O ambiente era simples. Era, na verdade, um espaço dimensional estruturado na matéria extrafísica, que, por falta de terminologia mais adequada e moderna, chamamos de antimatéria. Fui convidado por Jamar a participar do evento, a fim de mais tarde relatar os acontecimentos aos companheiros da dimensão física, por meio da mediunidade.

Foi ao perceber os espíritos ali presentes que me senti, de repente, como um penetra numa reunião importante. Não fosse o convite de Jamar e de outros amigos espirituais, minha presença ali não teria cabimento.


Da dimensão física, chegava uma imensidão de Antimatéria, aqui, não se refere ao conceito que a física define, mas, como o autor esclarece, trata-se de um recurso linguístico para aludir à matéria extrafísica. Agentes desdobrados, de colaboradores dos diretores evolutivos da humanidade, de várias latitudes do planeta, conduzidos fora do corpo por emissários da espiritualidade.

Os arquivos da Alma

Mergulhado na vida corpórea, perde o Espírito, momentaneamente, a lembrança de suas experiências anteriores, como se um véu as cobrisse. Todavia, conserva algumas vezes vaga consciência dessas vidas, que, mesmo em certas circunstâncias, lhe podem ser reveladas. Esta revelação, porém, só os Espíritos superiores espontaneamente a fazem, com um fim útil, nunca para satisfazer vã curiosidade. (Allan Kardec, “O Livro dos Espíritos”, pergunta 399.)

E não é somente após a morte que o Espírito recobra a lembrança do passado. Pode dizer-se que jamais a perde, pois que, como a experiência o demonstra, mesmo encarnado, adormecido o corpo, ocasião em que goza de certa liberdade, o Espírito tem consciência de seus atos anteriores; sabe porque sofre e que sofre com justiça. (Allan Kardec, “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, capítulo 5, item 11.)


O estudo do perispírito, sua organização, suas propriedades, sua utilidade e necessidade na organização humana, suas possibilidades verdadeiramente fabulosas, encantadoras, constituem, por certo, uma das maiores atrações da Doutrina dos Espíritos.

Bataclan

Os atentados terroristas em Paris são como uma febre no organismo social. Dói, incomoda e leva a procurar um remédio. E a febre é apenas o sintoma de um drama de natureza moral e espiritual que nunca esteve tão elevado em toda a história da humanidade terrena. O terrorismo nada mais é que a velha necessidade do homem de anular a diferença para preponderar. No caso, usando a lamentável atitude de violência. O nome desse sentimento é poder.

Poder é a coroa de ouro das organizações mais sombrias de todos os tempos. É a mais antiga doença do ser espiritual que faz seu aprendizado nessa escola de provas e expiações onde o egoísmo ainda é soberano.


Uma espessa camada miasmática se forma na chamada psicosfera, a parte astral do planeta mais próxima da matéria física. Esse cinturão de sombras é o resultado dos dejetos mentais da mente encarnada e desencarnada. Culpa, medo, ódio e poder se aglutinam junto a outras matérias mentais formando essa nuvem cinzenta e com vida própria.

Um caso de loucura

Numa pequena cidade da antiga Bourgogne, que nos abstemos de nomear, mas que poderíamos dar a conhecer se necessário, existe um pobre velho que a fé espírita sustenta em sua miséria, vivendo tão bem quanto mal do medíocre produto que lhe traz a venda ambulante de pequenos objetos nas localidades vizinhas.

É um homem bom, compassivo, prestando serviço cada vez que disto acha a ocasião, e, certamente, acima de sua posição pela elevação de seus pensamentos. O Espiritismo lhe deu a fé em Deus e na imortalidade, a coragem e a resignação.


Um dia, numa de suas andanças, encontrou uma jovem viúva, mãe de várias criancinhas, que, depois da morte de seu marido que ela adorava, louca de desespero, e se vendo sem recursos, perdeu completamente a razão.

Atraído pela simpatia para com essa grande dor, procurou ver essa infeliz mulher, a fim de julgar se seu estado era sem remédio. A privação na qual a encontrou redobrou sua compaixão; mas, ele mesmo pobre, não podia lhe dar senão consolações.

Corpo espiritual e religiões

Responsabilidade e Consciência: À medida que a responsabilidade se lhe apossou do espírito, iluminou-se a consciência do homem. A centelha da razão convertera-se em chama divina. A inteligência humana entendeu a grandeza do Universo e compreendeu a própria humildade, reconhecendo em suas entranhas a idéia inalienável de Deus. Conduzindo-se, então, de modo racional, experimentou profundas transformações.

Percebe, nesse despertamento, que, além das operações vulgares da nutrição e da reprodução, da vigília e do repouso, estímulos interiores, inelutáveis, trabalham-lhe o âmago do ser, plasmando-lhe o caráter e o senso moral, em que a intuição se amplia segundo as aquisições de conhecimento e em que a afetividade se converte em amor, com capacidade de sacrifício, atingindo a renúncia completa.


Até à época recuada do paleolítico, interferiram as Inteligências Divinas para que se lhe estruturasse o veículo físico, dotando-a com preciosas reservas para o futuro imenso. Envolvendo-a na luz da responsabilidade, conferiam-lhe o dever de conservar e aprimorar o patrimônio recebido, e, investindo-a na riqueza do pensamento contínuo, entregaram-lhe a obrigação de atender ao aperfeiçoamento de seu corpo espiritual.

Teletransporte espiritual

Numerosas vezes testemunhei a materialização de cristais, outras pedras, crucifixos e medalhas nas regiões palmares dos médiuns de efeitos físicos. Tais objetos são entregues a membros do grupo como magnetóforos ou símbolos de proteção.

Essas pedras estão magnetizadas com energias desconhecidas, capazes de desviar e neutralizar os fluidos negativos projetados como projéteis por espíritos devotados ao mal. As peças como que brotam ou emergem dos tecidos profundos das mãos dos médiuns, inexplicavelmente atravessam sua pele e são depositados nas palmas de nossas mãos, que se acham encostadas na superfície palmar dos sensitivos.


Com os médiuns Gilberto Arruda e Paulo Larossa, os fenômenos foram por mim testemunhados em plena luz solar. É importante ressaltar que praticamente não existe espaço real entre as duas mãos abertas e encostadas uma sobre a outra, e mesmo assim sentimos as pedras emergirem das profundezas dos tecidos orgânicos dos sensitivos.

Espiritismo experimental

O Espiritismo representa uma fase nova da evolução humana. A lei que, através dos séculos, tem conduzido as diferentes frações da Humanidade, longo tempo separadas, a gradualmente aproximar-se, começa a fazer sentir no Além os seus efeitos.

Os modos de correspondência que entretêm na Terra os homens vão-se estendendo pouco a pouco aos habitantes do mundo invisível, enquanto não atingem, mediante novos processos, as famílias humanas que povoam as Terras do espaço.


Contudo, nas sucessivas ampliações do seu campo de ação, a Humanidade tropeça em inúmeras dificuldades. As relações, multiplicando-se, nem sempre trazem favoráveis resultados; também oferecem perigos, sobretudo no que se refere ao mundo oculto, mais difícil que o nosso de penetrar e analisar.

A Regeneração da Humanidade

Os acontecimentos se precipitam com rapidez, também não vos dizemos mais como outrora: "Os tempos estão próximos"; nós vos dizemos agora: "Os tempos estão chegados". Por estas palavras não entendeis um novo dilúvio, nem um cataclismo, nenhum transtorno geral. As convulsões parciais do globo ocorreram em todas as épocas e se produzem ainda, porque se prendem à sua constituição, mas não estão ali os sinais dos tempos.

E, no entanto, tudo o que está predito no Evangelho deve se cumprir e se cumpre neste momento, assim como o reconhecereis mais tarde; mas não tomeis os sinais anunciados senão como figuras das quais é preciso tomar o espírito e não a letra. Todas as Escrituras encerram grandes verdades sob o véu da alegoria, e foi porque os comentaristas se prenderam à letra que se enganaram.


Faltou-lhes a chave para compreenderem seu sentido verdadeiro. Esta chave está nas descobertas da ciência e nas leis do mundo invisível que vem de nos revelar o Espiritismo. Doravante, com a ajuda destes novos conhecimentos, o que era obscuro se tornará claro e inteligível. Tudo segue a ordem natural das coisas, e as leis imutáveis de Deus não serão modificadas. Não vereis, pois, nem milagres, nem prodígios, nem nada de sobrenatural no sentido vulgar dado a estas palavras.