O Egito

As portas do deserto erguem-se os templos, os pilonos e as pirâmides, florestas de pedra debaixo de um céu de fogo. As esfinges, retraídas e sonhadoras, contemplam a planície, e as necrópoles, talhadas na rocha, abrem seus sólios profundos à margem do rio silencioso. É o Egito, terra estranha, livro venerável, no qual o homem moderno apenas começa a soletrar o mistério das idades, dos povos e das religiões.

A Índia, diz a maior parte dos orientalistas, comunicou ao Egito a sua civilização e a sua fé; outros, não menos eruditos, afirmam que, em época remota, já a terra de Ísis possuia suas próprias tradições. Estas são a herança de uma raça extinta, a vermelha, que ocupava todo o Continente austral, e que foi aniquilada por lutas formidáveis contra os brancos e por cataclismos geológicos.


A Esfinge de Gizé, anterior em vários milhares de anos à grande pirâmide, e levantada pelos vermelhos no ponto em que o Nilo se juntava então ao mar, é um dos raros monumentos que esses tempos remotos nos legaram.

Perturbações Espirituais

Vivemos num universo constituído de energia que se expressa em ondas, vibrações, mentes e ideias, condensando-se em matéria e voltando ao estágio inicial incessantemente. Nele tudo vibra, pois que não existe o repouso absoluto nem o absoluto caos. Aquilo que se nos apresenta como desordem obedece a princípios fundamentais geradores de futura harmonia.

Todo e qualquer movimento, emissão vibratória, por mais sutil, influencia o conjunto, nada havendo que não se encontre produzindo ressonância, à semelhança de uma sinfonia de incomparável beleza, cujo conjunto de instrumentos diferentes produz o encanto e a musicalidade perfeita.


A matéria, nesse indefinível oceano vibratório, é a energia condensada, que, após a vigência do seu ciclo, retorna ao campo de origem. O ser humano, durante o périplo carnal, é o princípio inteligente do Universo, desenvolvendo os sublimes tesouros que nele jazem adormecidos, e através de sucessivas reencarnações, atinge o estágio de vibração sublime, quando se torna Espírito iluminado.

Técnica da Mediunidade – 1 parte

Parte I – Plano Físico - Eletricidade

Primeiramente recordemos algumas definições, a fim de estabelecer entendimento dos termos que serão empregados.

Vibração: O que nos dá melhor ideia do que seja vibração, é ver o funcionamento de um pêndulo, com seu vai e vem característico. No pêndulo distinguimos: a) O momento de repouso ou de equilíbrio, quando ele se acha exatamente na vertical. b) Os pontos máximos, que ele atinge ao movimentarse.


Partindo daí, verificamos que a vibração pode ser: a) SIMPLES: que é o percurso de um ponto máximo A1 ao outro ponto máximo A2 ou b) DUPLA: que constitui a ida e volta (de A1 até A2 e de A2 até A1); a esta vibração dupla chamamos oscilação.

Período: Acontece que o pêndulo leva tempo em sua oscilação. Então, chamamos período o tempo de uma oscilação, medida em segundos. E para que a medida seja bastante precisa, costumamos dividir a oscilação em quatro partes, denominadas fases: 1ª fase (de A1 até B); 2ª fase (de B até A2); 3ª fase (de A2 até B); 4ª fase (de B até A1). (A posição B representa o pendulo na vertical)

Entendimento – Ave Luz

Natanael ou Bartolomeu figura como um dos doze discípulos de Jesus, homem atento ao trabalho, mesmo aquele que exigia suas mãos, sem pena de que as mesmas se tornassem grossas como os lajedos de Betsaida.

Era o companheiro de Simão Pedro nas porfiadas horas de pescaria, no famoso Mar da Galiléia. Era natural de Caná da Galiléia, aldeia famosa, das mais famosas do mundo na história do cristianismo, por servir de palco para o primeiro milagre de Jesus. Milagre ou fenômeno espiritual, como queiram.


Caná da Galiléia! Caná da Galiléia! Com expressão tão simples na urdidura habitacional da terra, fez com que o divino Mestre se visse atraído para uma das bodas mais importantes de todos os tempos, e lá, transformasse a água em vinho, abrindo o Evangelho dos fatos pela primeira vez, mostrando, com isso, que Ele era, verdadeiramente, Aquele que havia de vir.

Evolução e finalidade da Alma – parte 3

Cada alma humana é uma projeção do grande Foco Eterno e é isso o que consagra e assegura a fraternidade dos homens. Temos em nós os instintos animais, mais ou menos comprimidos pelo trabalho longo e pelas provas das existências passadas, e temos também a crisálida do anjo, do ser radioso e puro, que podemos vir a ser pela impulsão moral, pelas aspirações do coração e pelo sacrifício constante do “eu”.

Tocamos com os pés as profundezas sombrias do abismo e com a fronte as alturas fulgurantes do céu, o império glorioso dos Espíritos. Quando aplicamos o ouvido ao que se passa no fundo do nosso ser, ouvimos como o ruído de águas ocultas e tumultuosas, o fluxo e refluxo do mar agitado da personalidade que os vendavais da cólera, do egoísmo e do orgulho encapelam.


São as vozes da matéria, os chamamentos das baixas regiões, que nos atraem e influenciam ainda as nossas ações; mas podemos dominar essas influências com a vontade, podemos impor silêncio a essas vozes.

Evolução e finalidade da Alma – parte 2

O homem quis e a matéria submeteu-se. Ao seu gesto, os elementos inimigos, a água e o fogo, uniram-se rugindo e para ele têm trabalhado. É a lei do esforço, lei suprema, pela qual o ser, se afirma, triunfa e desenvolve-se; é a magnífica epopéia da História, a luta exterior que enche o mundo. A luta interior não é menos comovente.

De cada vez que renasce, terá o Espírito de ajeitar, de apropriar o novo invólucro material que lhe vai servir de morada e fazer dele um instrumento capaz de traduzir, de exprimir as concepções do seu gênio. Demasiadas vezes, porém, o instrumento resiste e o pensamento, desanimado, retrai-se, impotente para adelgaçar, para levantar o pesado fardo que o sufoca e aniquila.


Entretanto, pelo esforço acumulado, pela persistência dos pensamentos e dos desejos, apesar das decepções, das derrotas, através das existências renovadas, a alma consegue desenvolver as suas altas faculdades.

Doenças Espirituais

Todas as vezes que nosso corpo apresentar alguma doença, é sinal de que alguma coisa não está bem. A doença não é uma causa, é uma conseqüência proveniente das energias negativas que circulam por nossos organismos espiritual e material.

O controle das energias é feito através dos pensamentos e dos sentimentos. Possuímos energias que nos causam doenças porque somos indisciplinados mentalmente e emocionalmente.



No livro “Nos Domínios da Mediunidade”, André Luiz explica que assim como o corpo físico pode ingerir alimentos venenosos que lhe intoxicam os tecidos, também o organismo perispiritual absorve elementos que lhe degradam, com reflexos sobre as células materiais.

Evolução e finalidade da Alma – parte 1

A alma, dissemos, vem de Deus; é, em nós, o princípio da inteligência e da vida. Essência misteriosa, escapa à análise, como tudo quanto dimana do Absoluto. Criada por amor, criada para amar, tão mesquinha que pode ser encerrada numa forma acanhada e frágil, tão grande que, com um impulso do seu pensamento, abrange o infinito, a alma é uma partícula da essência divina projetada no mundo material.


Desde a hora em que caiu na matéria, qual foi o caminho que seguiu para remontar até ao ponto atual da sua carreira? Precisou passar vias escuras, revestir formas, animar organismos que deixava ao sair de cada existência, como se faz com um vestuário inútil.


Todos esses corpos de carne pereceram, o sopro dos destinos dispersou-se lhe as cinzas, mas a alma persiste e permanece na sua perpetuidade, prossegue sua marcha ascendente, percorre as inumeráveis estações da sua viagem e dirige-se para um fim grande e apetecível, um fim que é a perfeição.

O homem Jesus

Dezembro é um mês muito especial. Como são todos os meses de dezembro. As casas, as ruas, as avenidas se enchem de luzes. Cantos, cantigas, dramatizações do nascimento de uma criança singular se reprisam em escolas, templos e associações.

Em nome de um menino, os corações se sensibilizam e cada qual procura tornar muito bom o dia do Natal. Eclodem emoções. E ante tanta sensibilidade que desfila ao longo desses dias, é de nos indagarmos: Quem é essa criança cujo nascimento é evocado, mesmo após decorridos mais de vinte séculos da sua morte?



Porque afinal, costumamos comemorar o aniversário na terra dos que estão conosco. Depois que realizam a grande viagem, rumo ao invisível, nós lembramos outras datas. Mas ninguém pensa em realizar festa de aniversário para aquele que já se foi.

E outro detalhe muito significativo. No dia em que se comemora o aniversário dessa criança, quem recebe os presentes são os que promovem a festa, numa alegre troca de embrulhos, lembranças e mimos.

A Doutrina de Sócrates e Platão

I. O homem é uma alma encarnada. Antes da sua encarnação ela existia unida aos tipos primordiais, às idéias da verdade, do bem e do belo; encarnando, separou-se deles, e, lembrando-se do seu passado ela fica mais ou menos atormentada pelo desejo de a ele voltar.

Não se pode explicar mais claramente a diferença e a independência entre o princípio inteligente, ou seja, a alma, e o princípio material, isto é, o corpo.


Além disso, é a doutrina da preexistência da alma, da vaga intuição que ela conserva de um outro mundo ao qual ela aspira, da sua sobrevivência ao corpo, da sua saída do mundo espiritual para encarnar e da sua volta a esse mesmo mundo após a morte, é, enfim, o gérmen da doutrina dos anjos decaídos.

O Chamado

O ambiente era simples. Era, na verdade, um espaço dimensional estruturado na matéria extrafísica, que, por falta de terminologia mais adequada e moderna, chamamos de antimatéria. Fui convidado por Jamar a participar do evento, a fim de mais tarde relatar os acontecimentos aos companheiros da dimensão física, por meio da mediunidade.

Foi ao perceber os espíritos ali presentes que me senti, de repente, como um penetra numa reunião importante. Não fosse o convite de Jamar e de outros amigos espirituais, minha presença ali não teria cabimento.


Da dimensão física, chegava uma imensidão de Antimatéria, aqui, não se refere ao conceito que a física define, mas, como o autor esclarece, trata-se de um recurso linguístico para aludir à matéria extrafísica. Agentes desdobrados, de colaboradores dos diretores evolutivos da humanidade, de várias latitudes do planeta, conduzidos fora do corpo por emissários da espiritualidade.

Os arquivos da Alma

Mergulhado na vida corpórea, perde o Espírito, momentaneamente, a lembrança de suas experiências anteriores, como se um véu as cobrisse. Todavia, conserva algumas vezes vaga consciência dessas vidas, que, mesmo em certas circunstâncias, lhe podem ser reveladas. Esta revelação, porém, só os Espíritos superiores espontaneamente a fazem, com um fim útil, nunca para satisfazer vã curiosidade. (Allan Kardec, “O Livro dos Espíritos”, pergunta 399.)

E não é somente após a morte que o Espírito recobra a lembrança do passado. Pode dizer-se que jamais a perde, pois que, como a experiência o demonstra, mesmo encarnado, adormecido o corpo, ocasião em que goza de certa liberdade, o Espírito tem consciência de seus atos anteriores; sabe porque sofre e que sofre com justiça. (Allan Kardec, “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, capítulo 5, item 11.)


O estudo do perispírito, sua organização, suas propriedades, sua utilidade e necessidade na organização humana, suas possibilidades verdadeiramente fabulosas, encantadoras, constituem, por certo, uma das maiores atrações da Doutrina dos Espíritos.

Bataclan

Os atentados terroristas em Paris são como uma febre no organismo social. Dói, incomoda e leva a procurar um remédio. E a febre é apenas o sintoma de um drama de natureza moral e espiritual que nunca esteve tão elevado em toda a história da humanidade terrena. O terrorismo nada mais é que a velha necessidade do homem de anular a diferença para preponderar. No caso, usando a lamentável atitude de violência. O nome desse sentimento é poder.

Poder é a coroa de ouro das organizações mais sombrias de todos os tempos. É a mais antiga doença do ser espiritual que faz seu aprendizado nessa escola de provas e expiações onde o egoísmo ainda é soberano.


Uma espessa camada miasmática se forma na chamada psicosfera, a parte astral do planeta mais próxima da matéria física. Esse cinturão de sombras é o resultado dos dejetos mentais da mente encarnada e desencarnada. Culpa, medo, ódio e poder se aglutinam junto a outras matérias mentais formando essa nuvem cinzenta e com vida própria.

Um caso de loucura

Numa pequena cidade da antiga Bourgogne, que nos abstemos de nomear, mas que poderíamos dar a conhecer se necessário, existe um pobre velho que a fé espírita sustenta em sua miséria, vivendo tão bem quanto mal do medíocre produto que lhe traz a venda ambulante de pequenos objetos nas localidades vizinhas.

É um homem bom, compassivo, prestando serviço cada vez que disto acha a ocasião, e, certamente, acima de sua posição pela elevação de seus pensamentos. O Espiritismo lhe deu a fé em Deus e na imortalidade, a coragem e a resignação.


Um dia, numa de suas andanças, encontrou uma jovem viúva, mãe de várias criancinhas, que, depois da morte de seu marido que ela adorava, louca de desespero, e se vendo sem recursos, perdeu completamente a razão.

Atraído pela simpatia para com essa grande dor, procurou ver essa infeliz mulher, a fim de julgar se seu estado era sem remédio. A privação na qual a encontrou redobrou sua compaixão; mas, ele mesmo pobre, não podia lhe dar senão consolações.