Mediunidade curadora

A mediunidade curadora e o magnetismo
Revista Espírita - 09/1865 - Allan Kardec

O conhecimento da mediunidade curadora é uma das conquistas que devemos ao Espiritismo. Os médiuns que obtêm as indicações de remédios da parte dos Espíritos não são o que se chama médiuns curadores, porque não curam por si mesmos; são simples médiuns escreventes que têm uma aptidão mais especial do que outros para esse gênero de comunicações, e que, por essa razão, podem se chamar médiuns consultores, como outros são médiuns poetas ou desenhistas.

A mediunidade curadora se exerce pela ação direta do médium sobre o doente, com a ajuda de uma espécie de magnetização de fato ou pensamento. Quem diz médium diz intermediário. Há esta diferença entre o magnetizador e o médium curador, pois que o primeiro magnetiza com o seu fluido pessoal, e o segundo com o fluido dos Espíritos, ao qual serve de condutor.

Quando o sono é inimigo

O sono foi dado ao homem para a reparação de suas forças orgânicas, informa-nos Allan Kardec. Isso não quer dizer que estejamos a dormir a qualquer hora. Há momento próprio para o sono. Não se poderia imaginar alguém dormindo ou mesmo cochilando no exercício de seu trabalho profissional, cuidando de uma criança na escola, assistindo a uma aula ou dirigindo automóvel.

O sono à hora em que se impõe à vigília torna-se inimigo cruel, diz-nos o Espírito Viana de Carvalho, referindo-se à sonolência nas reuniões espíritas. Conseqüentemente, é estranhável que consideremos uma reunião espírita um acontecimento banal, a ponto de nela cochilar, julgando-a menos importante que nosso trabalho profissional ou uma aula a que assistamos num educandário do mundo, ocasiões em que normalmente permanecemos em vigília. Não se justifica, pois, entregar-se ao sono nos estudos, palestras, reuniões mediúnicas ou demais atividades na seara espírita.

Origem do Câncer

Podeis dizer-nos se o câncer é uma enfermidade proveniente do meio planetário que habitamos? Ramatís responde:

Já vos dissemos anteriormente que o corpo físico é o prolongamento do próprio perispírito atuando na matéria; podeis mesmo compará-­lo a um vasto mata­-borrão capaz de absorver todo o conteúdo tóxico produzido durante os desequilíbrios mentais e os desregramentos emotivos da alma.

Qualquer desarmonia ou dano físico do corpo carnal deve, por isso, ser examinado ou estudado tendo em vista o todo do indivíduo, ou seja o seu conjunto psicofísico. O corpo humano, além de suas atividades propriamente fisiológicas, está em relação com uma vida oculta, espiritual, que se elabora primeiramente no seu mundo subjetivo, para depois, então, manifestar-se no mundo físico.

Animismo – parte 3

Hermínio C. Miranda

5) A fraude e o automatismo.: Entendo, à vista da experiência pessoal em cerca de duas décadas no trato constante com a prática mediúnica, que é possível realizar um bom trabalho saneador nas possíveis interferências, não porém pela condenação sumária e áspera do médium. Se ele for, comprovadamente, um médium fraudador, precisará ser tratado com certa energia, nunca, porém, com rudeza ou agressividade.

Está realmente fraudando? Por quê? Exibicionismo? Vaidade? Desejo de agradar as pessoas? A despeito de fraudes eventuais ou costumeiras, tem ou não faculdades mediúnicas autênticas? Como ajudá-lo a livrar-se dos seus defeitos e fraquezas, a fim de tornar-se um médium confiável?

Psique

O Ser real é constituído de corpo, mente e espírito. Dessa forma, uma abordagem psicológica para ser verdadeiramente eficaz deve ter uma visão holística do ser, tratando de seu corpo (físico e periespirítico), de sua mente (consciente, inconsciente e subconsciente) e de seu espírito imortal que traz consigo uma bagagem de experiências anteriores à presente existência e está caminhando para a perfeição Divina.
(Joanna de Ângelis)

Segundo Jung, a consciência é uma aquisição muito recente da natureza e ainda está num estágio “experimental”. É frágil, sujeita a ameaças de perigos específicos e facilmente danificável. Impossível considerar a consciência como totalidade da psique, o que seria considerar que temos o conhecimento total sobre ela. Evidentemente sabemos que da mente conhecemos a mínima parte, de modo que seu conteúdo jaz ainda mergulhado no desconhecido.

Animismo – parte 2

Hermínio C. Miranda

2) O animismo na codificação.: Empenhados na elaboração de uma obra tão abrangente quanto possível, os instrutores da codificação se viram forçados a sacrificar o particular em favor do geral, o pormenor em beneficio da visão de conjunto. Do contrário a obra assumiria proporções e complexidades que a tornariam praticamente inabordável.

Limitaram-se, pois, no caso específico do animismo, a referências sumárias, apenas para indicar a existência do problema, como que deixando-o a futuros desdobramentos de iniciativa dos próprios seres encarnados, ainda que sempre ajudados e assistidos pelos mentores desencarnados.

Quem perdoa liberta

Cientes do nosso hábito infeliz de criticar, julgar e maldizer, torna-se imprescindível uma literatura que investigue uma das mais destrutivas doenças da convivência em grupo: a desconfiança. A desconfiança é o resultado emocional dos julgamentos crônicos.

Essa desconfiança citada por dona Modesta
faz parte da estratégia de ação da falange mais agressiva de inimigos do bem, “Os Dragões”. Em sua estrutura de manipulação psicológica eles insuflam ou exploram o adoecimento das relações, através da desconfiança.

Animismo – parte 1

Hermínio C. Miranda

1) A teoria e a experiência.: Por ocasião dos preparativos ao Congresso Espírita Internacional, programado para Glasgow em setembro de 1937,
o comitê organizador escreveu ao cientista italiano Enesto Bozzano convidando-o a participar dos trabalhos na honrosa (e merecida) condição de seu vice-presidente.

Pedia ainda o comitê que Bozzano preparasse um resumo de sua obra, já bastante volumosa àquela época,
destacando como tema básico a questão do animismo, de forma a encaminhar uma solução conclusiva para o problema que se colocava na seguinte pergunta-título sugerida para seu ensaio: Animism or spiritualism - Which explains the facts ? (Animismo ou espiritismo - Qual deles explica os fatos?).

Armagedom Espiritual

O Armagedom Espiritual – Compilado do livro
Transição Planetária – Manoel P. de Miranda e Divaldo Franco

Neste capítulo vamos encontrar Manoel P. de Miranda frente ao processo de inseminação artificial que possibilitará a encarnação de espíritos oriundos de outros Orbes, em missão de contribuição ao processo de transformação do planeta.

Havíamos recolhido precioso material para demoradas reflexões em torno do milagre da vida, nem sempre valorizada pelas criaturas humanas, quando distantes da fé religiosa, dos valores éticos e morais, dos compromissos com a realidade existencial.

Durante toda a semana estivemos visitando os grupos familiares que haviam sido convidados para a reconstrução da nova Terra e a felicidade dos seus habitantes no futuro, bem como daqueles outros que se haviam comprometido espontaneamente, quando se deram conta de que estava ocorrendo a grande revolução do amor no planeta querido.

O Deus da Polinésia

Compilado do site o consolador
Marcus Vinicius de Azevedo Braga

O humor em toda a história da humanidade teve como propriedade romper estruturas,
questionar poderes e permitir ao homem por vezes rir da sua própria tragédia, de suas situações ridículas, típicas da natureza humana, viajor da estrada da evolução. Rir para refletir, refletir para contestar e contestar para agir!

O contexto atual não é diferente. A internet tem servido de canal para mensagens, vídeos e situações engraçadas, algumas replicadas em programas televisivos. Dessas, se destaca recentemente pela sua audiência o “Porta dos Fundos”, que nos fornecerá por meio de um de seus vídeos, contando na data de confecção desse artigo, com mais de 4,5 milhões de visualizações, uma profunda reflexão no campo religioso.

Arquétipos

O conceito de arquétipo, adotado por Jung, já era conhecido desde Philo Judaeus, referindo-se à Imago Dei, que seria a imagem divina que existe no ser humano. Irinaeus, por sua vez, segundo Jung, afirmava que O Criador do mundo não formou estas coisas diretamente de si mesmo, mas as copiou de arquétipos exteriores.

Em realidade, o arquétipo procede da proposta platônica em torno do mundo das ideias, primordial e terminal, de onde tudo se origina e para onde tudo retorna. Jung utilizou-se do pensamento platônico para referir-se a imagens universais, que são preexistentes no ser – ou que procedem do primeiro ser – desde os tempos imemoriais.

Movimentos Reformadores

Os primeiros questionamentos são referentes à questão das Indulgências, ou seja, a emissão de documentos assinados pelo papa, que absolviam o comprador de alguns pecados cometidos, diminuindo o tempo de sua pena no purgatório, era um comércio em vista da salvação. (John Wiclif /1384) e (Jonh Huss /1415).

A seguir temos a Simonia (venda de favores divinos, de bens espirituais, comércio de objetos sagrados, etc), venda de cargos eclesiásticos, cobrança por sacramentos, celibato, culto às imagens, excesso de sacramentos, atitude mundana do Alto Clero, dentre outras. Havia um abismo muito grande entre o que a Igreja pregava e o que fazia.

Força Divina

O Amor como Força Divina – Compilado do livro
Transição Planetária – Manoel P. de Miranda e Divaldo Franco

Prosseguíamos na atividade por quase vinte horas ininterruptas e preparávamo-nos para o retorno à nossa comunidade espiritual para um breve repouso. Abdul silenciara o seu canto oracional e se encontrava em profunda meditação, permitindo-se irradiar diáfanas energias que diluíam lentamente a densa treva que o archote conduzido por Ana iluminava parcamente.

Nesse momento, aproximou-se um grupo de Espíritos agressivos como uma organização de bandidos desencarnados, quando, um deles, que parecia o chefe, bradou, estentóreo, interrogando: Quem é o responsável pela invasão desta área? Dr. White aproximou-se sem alarde e explicou que ele era o encarregado de realizar o labor de atendimentos àqueles desencarnados em aflição, acompanhado pelos amigos que o assessoravam.

A Carne é fraca

Hoje, está plenamente reconhecido pelos filósofos espiritualistas que os órgãos cerebrais correspondentes a diversas aptidões devem o seu desenvolvimento à atividade do Espírito. Assim, esse desenvolvimento é um efeito e não uma causa.

tendências viciosas que são evidentemente próprias do Espírito, porque se apegam mais ao moral do que ao físico; outras, parecem antes dependentes do organismo, e, por esse motivo, menos responsáveis são julgados os que as possuem: consideram-se como tais as disposições à cólera, à preguiça, à sensualidade, etc.

Um homem não é músico porque tenha a bossa da música, mas possui essa tendência porque o seu Espírito é musical. Se a atividade do Espírito reage sobre o cérebro, deve também reagir sobre as outras partes do organismo.