Memória

Para que uma sensação seja notada e incorporada à consciência, é necessário observarmos determinadas condições, tais como: intensidade, duração, e algumas vezes, a observação. Para que se efetue uma percepção, exige-se do fenômeno que a desencadeia uma intensidade compatível com a faixa auditiva, visual, gustativa em questão, para que venhamos a notar-lhe a existência.

Mas se essa intensidade não for seguida de uma duração para que possamos captar detalhes do ocorrido, ou seja, tomar conhecimento mais aprofundado do evento, este não penetra em nossa consciência, a não ser por um esforço de imaginação ao tentar reconstituí-lo.


Ocorre, no entanto, que o Espírito percebe tudo ao seu redor, detendo-se apenas naquilo que lhe interessa, o que se lhe torna consciente ficando gravado em sua intimidade. O que é gravado permanece no campo da consciência por determinado período, recuando para o inconsciente a posteriori, cedendo lugar a outras observações que o Espírito faz em seu constante relacionamento com o meio.

O que está acontecendo com os jovens?

Mais e mais jovens estão sucumbindo às drogas, depressão, e a terríveis atos de violência. O que trouxe essa crise que a geração jovem está encarando? A cabala explica que são os seus desejos que estão em crise, porque não conseguimos mais preenchê-los com as mesmas coisas de sempre.

Enquanto eu sento aqui para ler o jornal, as notícias me assustam novamente. Um adolescente nos Estados Unidos foi a um lindo shopping cheio de pessoas e abriu fogo matando oito pessoas. O que leva uma pessoa jovem com um futuro brilhante pela frente a cometer um ato tão desesperado? Enquanto isso, uma querida sobrinha de um amigo luta pela vida num hospital após engolir um frasco de pílulas numa tentativa de suicídio. Depressão entre os adolescentes alcançou proporções epidêmicas.


O que está acontecendo com os nossos jovens? Não são muito novos para estarem subjugados pelos sentimentos de desespero e desesperança? Há muitos países no mundo onde o desespero seria plausível – Países onde inacreditável sofrimento, pobreza, fome e violência são a realidade diária. Mas muitos desses jovens vêm de casas ricas e amorosas, onde eles têm todas as vantagens que o dinheiro pode comprar.

Serenidade – Ave Luz

Um barco deslizava, ao cair da tarde, nas águas do Lago de Genesaré. Dentro dele, via-se, além do mestiço musculoso que se servia de duas pás à feição de remos, um homem de pequena estatura, envolto em profunda meditação, sem perceber a participação da natureza que tanto admirava, devido ao seu estado de emotividade espiritual naquele momento.

Tal estado o levava a difíceis reajustes nos conceitos que esposara com a vivência de muitos anos como imediato dos rabinos da Galiléia e muita convivência com os de Jerusalém. Várias vezes ministrara ensinamentos nas sinagogas, inspirado nos escritos de Moisés, o chefe espiritual dos judeus.


Tiago (Tiago menor) queria e deveria ser, mais tarde, um dos sacerdotes. No entanto, o destino lhe reservara outro apostolado mais propício, pois a vida nem sempre nos atende nas linhas das nossas aspirações, por não sabermos com exata medida o que mais nos convém.

400.000 acessos! Obrigado Senhor...

Lembro que tudo começou como um sonho em dezembro de 2010 e no primeiro dia de janeiro de 2011 o Blog Harmonia Espiritual publicava sua primeira postagem. As vezes pensamos que tudo aconteceu tão depressa que não deu tempo de compreender todos os desígnios que estão juntos conosco nesse trabalho.

O que importa é que de nossa parte o trabalho vai continuar com todo o amor e carinho que temos dedicado desde seu início. Com certeza o amor é a vitalidade da vida e do Universo, e tudo que realizamos com amor certamente tem um dedo a mais...



Que nosso amado Jesus continue iluminando nossos caminhos e que possamos superar todas as dificuldades que possam surgir ao longo dessa nossa estrada e que ao final do percurso estejamos prontos para o chamado do Mestre.

Que Jesus nos abençoe e nos guie no caminho
harmoniaespiritual.com.br

Memória - Estados vibratórios da Alma

A vida é uma vibração imensa que enche o universo e cujo foco está em Deus. Cada alma, centelha destacada do Foco Divino, torna-se, por sua vez, um foco de vibrações que hão de variar, aumentar de amplitude e intensidade, consoante o grau de elevação do ser. Esse fato pode ser verificado experimentalmente.

Toda alma tem, pois, a sua vibração particular e diferente. O seu movimento próprio, o seu ritmo, é a representação exata do seu poder dinâmico, do seu valor intelectual, da sua elevação moral. Toda a beleza, toda a grandeza do universo vivo se resume na lei das vibrações harmônicas.


As almas que vibram uníssonas reconhecem-se e chamam-se através do espaço. Daí as atrações, as simpatias, a amizade, o amor! Os artistas, os sensitivos, os seres delicadamente harmonizados conhecem essa lei e sentem-lhe os efeitos. A alma superior é uma vibração na posse de todas as suas harmonias.

Cristalização do Espírito

Sinceramente, por mais que me esforce, grande é a minha dificuldade para penetrar os enigmas da cristalização do Espírito em torno de certas situações e sentimentos. Como pode a mente deter-se em determinadas impressões, demorando-se nelas, como se o tempo para ela não caminhasse?

O tempo, para nós, é sempre aquilo que dele fizermos. Lembremo-nos de que as horas são invariáveis no relógio, mas não são sempre as mesmas em nossa mente. Quando felizes, não tomamos conhecimento dos minutos.



Satisfazendo aos nossos ideais ou interesses mais íntimos, os dias voam céleres, ao passo que, em companhia do sofrimento e da apreensão, temos a idéia de que o tempo está inexoravelmente parado. E quando não nos esforçamos por superar a câmara lenta da angústia, a ideia aflitiva ou obcecante nos corrói a vida mental, levando-nos à fixação.

Simbiose espiritual

1. Sustento do princípio inteligente: O princípio inteligente, que exercitara a projeção de impulsos mentais fragmentários para nutrir-se durante largas eras, alçado ao Plano Espiritual, na condição de consciência humana desencarnada, começa a plasmar novos meios de exteriorização, em favor do Sustento próprio.


No mundo das plantas, com o parênquima clorofiliano, aprendeu a decifrar os segredos da fotossíntese, absorvendo energia luminosa para elaborar as matérias orgânicas, e lançando de si os gases essenciais que contribuem para o equilíbrio da atmosfera. No domínio de certas bactérias, inteirou-se dos processos da quimiossíntese, aproveitando a energia química haurida na oxidação de corpos minerais.


Entre os seres superiores, consagrou-se à biossíntese, em novo câmbio de substâncias nos vários períodos da experiência física, para garantir a segurança própria, sob o ponto de vista material e energético.

Habituado aos fenômenos do anabolismo, na incorporação dos elementos de que se nutre, e do catabolismo, na desassimilação respectiva, automatiza-se lhe a existência, em metamorfose contínua das forças que lhe alcançam a máquina fisiológica, através dos alimentos necessários à restauração constante das células e ao equilíbrio dos reguladores orgânicos.

O Princípio Inteligente

A alma pareceria assim ter sido o princípio inteligente dos seres inferiores da criação? Não dissemos que tudo se encadeia na natureza e tende a unidade? É nesses seres, que estais longe de conhecer totalmente, que o princípio inteligente se elabora, se individualiza pouco a pouco e ensaia para a vida, como dissemos. É, de alguma sorte, um trabalho preparatório, como a germinação, em seguida ao qual o princípio inteligente sofre uma transformação e se toma Espírito. (O Livro dos Espíritos - Allan Kardec - pergunta 607)


No plano da criação divina, podemos admitir o fluido universal como elemento formador da matéria condensada e semi-condensada, tal como os mundos, os corpos dos seres vivos, a parte perispiritual dos seres, o duplo etérico, o fluido vital. Mas cada um desses elementos oriundos do fluido universal, caracterizado como material ou semi-material, sofre as modificações inerentes à matéria, que vão desde as transformações físicas e químicas até a desagregação com conseqüente retorno à fonte que lhes deu origem.


O Espírito, dotado de instinto, inteligência, pensamento, abstração, sentimentos, emoções não poderia possuir as características materiais, sob pena de voltar ao todo universal sem a manutenção de sua individualidade, o que seria inglório para ele, e medíocre como plano traçado por quem detém a sabedoria suprema. Tal pensamento leva-nos a crer, que o princípio inteligente deve ter sido criado distintamente do princípio material, como se ambos fossem de essências diferentes, que deveriam unir-se para aperfeiçoamento conjunto.

O problema do Ser

O primeiro problema que se apresenta ao pensamento é o do próprio pensamento, ou, antes, do ser pensante. É isto, para todos nós, assunto capital, que domina todos os outros e cuja solução nos reconduz às próprias origens da vida e do universo.


Qual a natureza da nossa personalidade? Comporta um elemento suscetível de sobreviver à morte? A essa questão estão afetas todas as apreensões, todas as esperanças da humanidade. O problema do ser e o problema da alma fundem-se num só. É a alma que fornece ao homem o seu princípio de vida e movimento.


A alma humana é uma vontade livre e soberana, é a unidade consciente que domina todos os atributos, todas as funções, todos os elementos materiais do ser, como a Alma divina domina, coordena e liga todas as partes do universo para harmonizá-las. A alma é imortal, porque o nada não existe e coisa alguma pode ser aniquilada, nenhuma individualidade pode deixar de ser.

Animalização da matéria

Os elementos químicos que formam os corpos brutos e os seres vivos são os mesmos. No entanto, nos seres orgânicos, esses elementos adquirem propriedades específicas, que lhes são conferidas pela maneira como se combinam e se organizam para gerar a vida.


Os corpos orgânicos são dotados de FLUIDO VITAL, o qual se desenvolve em virtude de sua organização íntima, possibilitando a exteriorização deste, latente na matéria, enquanto tais condições de ordenação molecular não se estabelecem em definições precisas. É por esta razão, que o homem mesmo sabendo a composição química dos seres vivos mais simples, não consegue através da união dos elementos formadores, fabricá-los em laboratório.


Seria necessário unir tais elementos ao fluido vital, para animá-los e fornecer lhes vitalidade, personalidade, pois este fluido ainda sofre variações em essência e quantidade segundo as espécies a que animaliza. Observa-se, portanto, seres de uma mesma espécie, com maior saturação fluídica, enquanto outros mostram-se mais apáticos, em virtude da deficiente cota fluídica em movimento pelos órgãos, não permitir uma aceleração típica do dinamismo gerador da vida saudável.

Licantropia

Compilado do livro Libertação de
André Luiz (espírito) e Francisco Xavier

A frente de vasta tribuna vazia e sob as galerias laterais abarrotadas de povo, compacta multidão se amontoava, irreverente. Alguns minutos decorreram, desagradáveis e pesados, quando absorvente vozerio se fez ouvido: Os magistrados! Os magistrados! Lugar! Lugar para os sacerdotes da justiça!


Procurei a paisagem exterior, curiosamente, tanto quanto me era possível, e vi que funcionários rigorosamente trajados à moda dos lictores da Roma antiga, carregando a simbólica machadinha (fasces) ao ombro, avançavam, ladeados por servidores que sobraçavam grandes tochas a lhes clarearem o caminho.


Penetraram o átrio em passos rítmicos e, depois deles, sete andores, sustentados por dignitários diversos daquela corte brutalizada, traziam os juízes, esquisitamente ataviados. Que solenidade religiosa era aquela? As poltronas suspensas eram, em tudo, idênticas à sédia gestatória das cerimônias papalinas.

A Comunidade da perversão moral

Compilado do livro Sexo e destino
Manoel P. de Miranda (espírito) e Divaldo P. Franco

Embora não pudéssemos ver Mauro e o seu adversário que seguiam para ignota região, o irmão Anacleto conduziu-nos com segurança para o perímetro fora da cidade, em vasta área pantanosa e sombria, que certamente conhecia, e de onde recendiam odores pútridos e uma gritaria infrene enchia a noite com blasfêmias, expressões chulas e sórdidas, gargalhadas estentóricas, movimentação agitada, etc.


O cuidadoso Guia advertiu-nos que nós estávamos adentrando em uma Comunidade totalmente dedicada à perversão sexual, dirigida por implacáveis sicários da Humanidade, que ali reuniam o deboche à degradação, o cinismo à rudeza do trato, onde encontravam inspiração muitos indivíduos reencarnados e dali procedentes na área da mórbida comunicação social, da literatura doentia e da arte escabrosa para os seus espetáculos de hediondez e de degeneração moral.


Reduto imenso, criado pelas emanações morbíficas das próprias criaturas da Terra, que para lá seguiam por imantação magnética opcional, quando parcialmente desprendidas pelo sono físico, constituía um sorvedouro de paixões primárias que, no passado, destruíram culturas e civilizações, qual está acontecendo no presente com grande parte da nossa sociedade.

Mediunidade

Esmagadora maioria dos estudantes do Espiritismo situam na mediunidade a pedra basilar de todas as edificações doutrinárias, mas cometem o erro de considerar por médiuns tão somente os trabalhadores da fé renovadora, com tarefas especiais, ou os doentes psíquicos que, por vezes, servem admiravelmente à esfera das manifestações fenomênicas.
 

Antes de tudo, é preciso compreender que tanto quanto o tato é o alicerce inicial de todos os sentidos, a intuição é a base de todas as percepções espirituais e, por isso mesmo, toda inteligência é médium das forças invisíveis que operam no setor de atividade regular em que se coloca.


Dos círculos mais baixos aos mais elevados da vida, existem entidades angélicas, humanas e sub-humanas, agindo através da inteligência encarnada, estimulando o progresso ou divinizando experiências, brunindo caracteres ou sustentando abençoadas reparações, protegendo a natureza e garantindo as leis que nos governam.

A Gália

A Gália conheceu a grande doutrina; possuiu-a sob uma forma poderosa e original; soube dela tirar conseqüências que escaparam aos outros países. Há três unidades primitivas, diziam os druidas, Deus, a Luz, e a Liberdade. Quando a Índia já andava dividida em castas estacionárias, em limites infranqueáveis, as instituições gaulesas tinham por bases a igualdade de todos, a comunidade de bens e o direito eleitoral.


Nenhum dos outros povos da Europa teve, no mesmo grau, o sentimento profundo da imortalidade, da justiça e da liberdade. É com veneração que devemos estudar as tendências filosóficas da Gália, porque aí encontraremos, fortemente denunciadas, todas as qualidades e também todos os defeitos de uma grande raça. Nada é mais digno de atenção e de respeito do que a doutrina dos druidas, os quais não eram bárbaros como se acreditou erradamente durante séculos.


Por muito tempo, só conhecemos os gauleses pelos autores latinos e pelos escritores católicos. Mas, essas fontes devem, a justo título, ser suspeitas, pois esses autores tinham interesse direto em desacreditá-los e em desfigurar suas crenças. César escreveu os Comentários com evidente intenção de se exaltar aos olhos da posteridade. Polião e Suetônlo confessam que nessa obra abundam inexatidões e erros voluntários.